Empresas inovam na hora da contratação

Os processos seletivos que fogem do padrão clássico e formal estão sendo cada vez mais utilizados por empresas que buscam avaliar os candidatos por uma nova perspectiva. Criar situações que parecem reais, aproximando o entrevistado das experiências do dia a dia é uma prática que está se mostrando eficiente e bem aceita.

Marcelo Lefèvre fala sobre a questão comportamental do candidato na hora da entrevista Foto: Vitor Nery
Marcelo Lefèvre fala sobre a questão comportamental do candidato na hora da entrevista Foto: Vitor Nery

Muitas empresas já aderiram aos novos métodos de contratação. Segundo Marcelo Lefèvre, consultor de seleção de profissionais, normalmente há uma pré-seleção de cada candidato a partir de seu currículo e do perfil que a empresa procura. Depois disso, baseada no que lhes é interessante, cada uma dessas empresas tem um estilo de processo seletivo.

“Situações extremamente inovadoras são pouco típicas”, diz Lefèvre. De acordo com o consultor, antigamente existiam verdadeiras indústrias para criar testes, mas essas indústrias passaram a ser bastante questionáveis. Até que ponto um teste psicológico poderia analisar as capacidades de cada um?

Segundo Fernando Capella, diretor da Capella RH, existem algumas empresas que exigem do profissional uma reação criativa perante um determinado cenário, como as de desenvolvimento, criação e propaganda. “Para pessoas menos experientes a tendência é usar dinâmicas e as técnicas em contratação em grande quantidade, entretanto, a medida que você sobe na hierarquia são utilizadas outras técnicas para entender o aspecto comportamental do candidato”, argumenta Capella.

Comportamento

Fernando Capella no escritório da Capella RH Foto: Lara Lincoln
Fernando Capella no escritório da Capella RH Foto: Lara Lincoln

Em relação ao comportamento em entrevistas de emprego, tanto criativas quanto convencionais Lefèvre diz que não existem dicas que funcionem ou não na hora da entrevista. “Hoje em dia, o preparo é você”, argumenta. Além disso, um profissional de mais versatilidade e capaz de executar, com êxito, diversas tarefas, dispara na frente do que é especializado em apenas um assunto ou setor. Já Capella, acredita que o candidato deve ser o mais natural possível durante a entrevista. Uma vez que, se ele demonstra algo que não é, isso ficará evidente no dia a dia do trabalho.

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Inúmeros candidatos são surpreendidos por situações inesperadas, com entrevistas de emprego que fogem do usual. Mariana Benvenido, estudante de jornalismo, passou por uma entrevista fora do padrão. “Era uma dinâmica de grupo, e em uma das mil etapas você precisava fingir que era uma pizza, e cada pedaço era uma característica sua”, conta Mariana. Para a estudante, os candidatos acharam estranho, mas até hoje todos lembram do “dia da pizza”.

Lara Lincoln (2º semestre de Jornalismo)

Laura Stabile (1º semestre de Jornalismo)

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