O jornalismo não para: a importância da informação em meio ao coronavírus

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Giulia Castro (1º semestre)

Em um contexto em que a disseminação de fake news tem sido cada vez mais frequente, o bom jornalismo se mostra ainda mais importante. Em meio à pandemia de coronavírus, especialmente, a clareza e a veracidade das notícias são capazes de salvar vidas. Uma reportagem sobre a maneira correta de se higienizar, um texto explicando os sintomas da doença, uma entrevista com profissionais da saúde ou até mesmo dicas de como trabalhar em home office parecem fundamentais nesse período de isolamento social e cuidados com a saúde. Todas essas atitudes têm impacto direto na vida das pessoas e possibilitam que a sociedade saiba como agir em meio a uma situação tão inesperada.

Além disso, a procura por informação confiável aumentou. O jornal O Globo apontou que, no mês de março, contou com 235 milhões de acessos e 71 milhões de visitantes, atingindo seu máximo de audiência. Enquanto isso, entre 16 e 18 de março, o Jornal Nacional bateu seu recorde de público em São Paulo, marcando 37 pontos de audiência. Um estudo realizado pela MindMiners, a pedido da agência Leo Burnett, publicado pelo UOL, mostra que 82% dos entrevistados buscam notícias pelo menos uma vez ao dia e 53% revelam ter aumentado a frequência do consumo de informação. Sites de notícia, com 77%, TV aberta, com 76%, e redes sociais, com 64%, são os mais procurados para fornecer informação, segundo a pesquisa. No entanto, 44% dos entrevistados não consideram o conteúdo das redes sociais confiável.

Tais dados deixam claro como, na situação atual, as pessoas vêm sentindo a necessidade de se manter informadas, não só por mensagens de whatsapp e links encontrados nas redes sociais. Em tempos de crise, o público busca a informação por meio do jornalismo profissional.

Sob essa perspectiva, mesmo com o potencial de contaminação da doença e recomendação de quarentena, os jornalistas se arriscam nas ruas e nas redações, visando levar informação de qualidade ao público. É o caso de Daniella Gemignani, repórter da Globo News, que conta sobre as muitas mudanças que ocorreram na redação desde o início da pandemia. “Para as equipes de rua, a gente higieniza todos os equipamentos antes de sair e também o carro. Estamos usando máscaras o tempo inteiro, só não uso quando estou ao vivo. Temos agora dois microfones, um do repórter e um do entrevistado”, explica Daniella.

Daniella Gemignani
A repórter da Globo News, Danielle Gemignani

Sobre os principais desafios de cobrir uma pandemia como essa, Daniella destaca a disseminação das fake news como a maior dificuldade a ser enfrentada. “A gente está lidando com muita notícia falsa, muita gente espalhando coisa na internet. Isso dificulta a cobertura, porque você acaba tendo que ficar convencendo sobre coisas básicas”. Além disso, aponta que as informações devem ser checadas com muito cuidado antes de ir para o ar, utilizando sempre fontes oficiais.

Por fim, em relação à importância do jornalista em situações de crise como essa, destaca a profissão como um serviço essencial. “Se a gente não informar, as pessoas não têm como saber e a gente fica em um mundo às escuras”, ressalta.

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