Ex-alunos da ESPM falam sobre atuações no mercado jornalístico atual

em

Helena Fortunato, 1º semestre de Jornalismo

 

A mudança dos meios tradicionais de produção cria constantemente novas maneiras de se fazer jornalismo. O mercado, no entanto, continua a buscar profissionais dotados das habilidades básicas de um jornalista, como ótima redação, alto nível de leitura e boa oratória, somadas à facilidade de se adaptar à inovação do mercado, que é cada dia maior. As instituições de ensino superior, portanto, buscam uma constante readaptação dessa realidade.

Buscando entender como isso acontece na prática, o DONC procurou três alunos que já concluíram o curso de jornalismo na ESPM em diferentes anos, para que pudessem descrever como se consolidaram na profissão diante das constantes transformações.

Fernanda Gianchini, a primeira entrevistada, ingressou no curso em 2014 e é a atual community manager da Rappi. Ela conta que sempre teve aptidão para a área de comunicação e interesse pelo papel transformador do jornalista. No seu emprego atual, mesmo que distante dos cargos jornalísticos tradicionais, Fernanda enfatiza a importância do diploma. “A modernidade da ESPM me ensinou sobre criatividade, internet, mídias sociais, assessoria e gerenciamento de crise”, afirma. A Rappi é uma startup recém-nascida, que surgiu em 2015 e chegou em São Paulo em 2017. Com a logística de entrega de produtos, o aplicativo levantou 200 milhões de dólares em financiamento só em 2018.

Já Clésio Oliveira, atual head de mídia na Polishop, que ingressou na ESPM em 2011, disse que sempre teve olhos para o campo de atuação de marketing. “Encontrei diversas oportunidades e hoje, três anos depois de formado, me sinto bem colocado no mercado e em uma área com muitas oportunidades”, explica. Apesar de seu cargo flertar bem mais com o curso de publicidade, Clésio afirma que a formação em jornalismo fez o diferencial em sua base de trabalho. “Percebo que ampliou meu campo de compreensão do mercado publicitário e minha experiência em redação me fez ser mais proativo”. A Polishop é uma empresa varejista multicanal brasileira, fundada em 2000, com faturamento anual que soma mais de 1 bilhão de reais.

O atual redator do BOL, Pedro Fonseca, tem três anos de formado e conta que, apesar de não se considerar um jornalista tradicional, é classificado como repórter 2.0. “Isso porque o jornalista do século XXI precisa entender as multifunções da profissão, que vão desde “fuçar” as redes sociais para encontrar matérias, como manter um controle e proximidade com a audiência”, ressalta. Ele trabalha produzindo notícias, editando a homepage do site e publicando conteúdo nas redes sociais do BOL, o portal de notícias do UOL.

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