Repórter investigativo Rogério Pagnan conta como cobriu caso Isabella Nardoni

ROGERIO PAGNAN
Foto: (divulgação)

Eduarda Farias, Nathália Rosa e Sara Santana – 2º semestre de Jornalismo

“Me seguraram três dias dentro do fórum”. Foi com essa frase que o redator da Folha de S. Paulo, Rogério Pagnan, descreve como foi cobrir o homicídio de Isabella de Oliveira Nardoni, um dos maiores julgamentos casos já ocorridos no Brasil.

Em março de 2008, uma menina de cinco anos foi jogada pela janela do sexto andar do Edifício London, na Zona Norte de São Paulo. Dois anos depois, seu pai, Alexandre Nardoni, e sua madrasta, Anna Carolina Jatobá, foram condenados a 31 anos, 1 mês e dez dias a 26 anos e oito meses, respectivamente.

Rogério explica que começou a escrever o livro por sua desconfiança na versão da polícia e por conta de uma frase que o delegado titular do 9o DP disse a ele. “Não sei se foram mesmo os dois”. Rogério conta que na época “todo mundo tinha certeza” que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá eram culpados.

Essa declaração do delegado foi só o que bastou para ele começar uma investigação paralela que desmonta quase toda a versão oficial apresentada.

Mesmo sabendo que era um caso polêmico que mexe emocionalmente com a população brasileira, Rogério publicou em março de 2018, exatamente dez anos da tragédia, o livro “O pior dos crimes”, contando toda a investigação paralela que fez sobre o caso. “Esse livro mostra como o jornalismo investigativo pode ser benéfico para a sociedade”, comenta Pagnan.

Por conta de uma investigação que só ele fez, Rogério descobriu que existia um pedreiro que dormia em um prédio em construção aos fundos do London. “Ele me disse que na noite do crime, tinha entrado alguém lá e arrombado o portão e não se sabia quem era.”

O jornalista que possui o perfil investigativo o que, segundo Pagnan, é o “Pitbull da sociedade”, recebe a informação e vai atrás da informação para ver se realmente aquilo é verdade,

Por hora, Rogério diz que não vai escrever outro livro, pois enfrentou grandes obstáculos com a parte escrita que lhe tomou muito tempo e esforço, como problemas com a editora, entrevistados, retirada de documentos, depoimentos e com o acesso do processo.

 

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