“Qualquer história cabe em 2000 caracteres”, afirma Weruska Goeking, analista de conteúdo do site InfoMoney

 

Weruska Goeking2
(Foto: reprodução do site ImTV/InfoMoney)

Ana Luisa Gomes – 1o semestre

Responsável pela produção de diversos boletins e cursos sobre economia no site InfoMoney, a jornalista Weruska Goeking foi entrevistada pela equipe do DONC e contou detalhes sobre sua experiência no jornalismo.

A jornalista veio de origem humilde. Sua maior aspiração no início da carreira era trabalhar na editoria de cidades. Odiava economia: “Queria fazer jornalismo para minha mãe, não economia”, conta Weruska, de maneira animada. O começo de sua carreira foi o oposto do que ela imaginava, com seu primeiro estágio em uma revista técnica sobre energia.

Cedo, seu trabalho ganhou destaque na revista, ao assinar uma matéria de capa com menos de um ano na redação e permanecendo ali por mais de três anos. Nesse meio tempo, Weruska também trabalhou como freelancer para algumas revistas de diferentes setores como o de construção civil, mas nada era similar ao que ela almejava no início da carreira, confessa ao DONC.

Durante o tempo que esteve estagiando, Weruska fez alguns contatos no meio jornalístico e, por isso, ficou pouco tempo desempregada quando saiu da imprensa escrita. “Você sempre descobre que uma vaga existe pelos seus contatos, essas coisas não costumam ser muito anunciadas”, falou ao DONC. Ela acredita que demonstrar-se interessada por aprender e disponível para todas as oportunidades foi o diferencial para sua carreira deslanchar.

Entretanto, sua experiência vai além muito do jornalismo impresso, pois sempre se identificou mais com o ritmo do jornalismo eletrônico e das agências de notícia. Quando fez a transição entre o mundo impresso e o virtual disse existe muita diferença na maneira que retratam a informação, uma vez que, trabalhando em uma revista, Weruska tinha meses para trabalhar em matérias extensas e densas, enquanto na internet uma informação tem que ser entregue em menos de dez minutos e de maneira breve. “Qualquer história cabe em 2000 caracteres”, resume. O êxtase e a euforia que acompanham esses tipos de jornalismo sempre a interessaram. “Hoje, um site tem o mesmo ritmo de uma agência de notícias. Você corre pelos minutos e segundos”, analisando sua experiência na área.

Toda a sua trajetória contou com ótimos mentores que a ajudaram a compreender o que era economia. “Quando eu entrei, eu não sabia diferença de ON e PN (termos básicos de economia que diferenciam ações), achava que Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) era a bolsa toda. Não tinha a menor ideia. Fui e aprendi bastante”, disse. A jornalista conta, colocando a própria experiência como referência que, para começar a trabalhar com jornalismo econômico, não é preciso saber muito previamente sobre o assunto, pois você aprende muito com a prática, mas é com certeza um diferencial na hora da contratação.

Assista à entrevista realizada por Weruska sobre renda fixa neste link:

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