Quer cobrir uma Copa do Mundo? Chico Lang diz como fazê-lo

 

chico land
O jornalista Chico Lang no programa Gazeta Esportiva, onde atua desde 1990. Foto: Divulgação/TV Gazeta

Ana Luisa Gomes e Malu Cocozza – 1º semestre de Jornalismo

O jornalista esportivo Francisco José Fernandes de Oliveira — mais conhecido como Chico Lang – tem 63 anos, é jornalista esportivo e ex-jornalista investigativo. Cobriu in loco as Copas do Mundo de 1990, quando sua carreira esportiva deslanchou, e de 2002.

Em entrevista à equipe do DONC nas instalações da TV Gazeta, Chico Lang usou suas experiências jornalísticas sobre Copa do Mundo para dar dicas sobre como cobrir um dos eventos esportivos mais importantes do mundo.

  1. Pesquise sobre o país onde você vai ficar

Saber sobre a cultura do país é sempre bem importante; saber sobre seus costumes, comidas e comunicação consegue te livrar de situações desconfortáveis, como por exemplo a vivida pelo entrevistado na Copa de 2002, na Coréia: “Na Coreia eu comi muito cachorro, eu pensava que era carne de porco, mas não era, né? Era carne de cachorro. Eu pedia aqueles espetinhos de churrasco coreano, então eu nem percebia que na realidade era outro tipo de carne”.

  1. Cuidado com os gastos!

Chico Lang ressaltou o que já dizia o diretor executivo da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira, “Mesmo com IOF mais caro no papel-moeda, o cartão de crédito continua como a pior opção”. Ao cobrir uma Copa do Mundo deve-se ter cuidado com os gastos. É preciso ter muita parcimônia por conta das taxas abusivas dos cartões de créditos, o que aumenta a conta para o veículo de comunicação.  A melhor opção, segundo o entrevistado, é trocar a quantia de dólares pela moeda local que você pretende usar durante toda a viagem para conter gastos e não ter que lidar no futuro com cobranças desnecessárias.

3. Estabelecer contatos é essencial

Quando cobrir um evento esportivo no exterior, todo o contato que você conseguir tem extrema importância para o sucesso de sua cobertura. Para Chico Lang, fazer contato com os massagistas, roupeiros e outros jornalistas é a chave para informações exclusivas. O jornalista afirma que provavelmente outros profissionais tem informações privilegiadas antes de você por terem mais contatos no ramo.

  1. Linguagem não é uma barreira

A estrutura da Copa do Mundo sempre dispõe tradutores para jornalistas estrangeiros. Logo, a linguagem não é uma barreira quando o quesito é uma cobertura de qualidade. Chico Lang ainda ressaltou que os brasileiros devem abusar de sua brasilidade, pois o estereotipo amigável de brasileiros é bem visto por estrangeiros. Esta fama, se bem utilizada, abre muitas portas para furos importantes para uma cobertura, independentemente da quantidade e da qualidade de idiomas falados por um jornalista o seu sucesso depende de sua boa vontade.

 

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