“É coisa fora do normal”, diz Rafael Belattini sobre cobertura do Super Bowl

Eduarda Farias, Nathália Rosa e Sara Santana –

2º semestre de Jornalismo

 

SUPERBOWL

 

“É uma coisa fora do normal”. Foi com essa expressão que o editor de conteúdo web da ESPN, Rafael Belattini, se referiu sobre a experiência de ter realizado a cobertura do Super Bowl deste ano.

Mais valioso evento esportivo do mundo, o Super Bowl chega a sua 52ª edição movimentando mais de 425 milhões de dólares. A grande final da NFL, a principal liga de futebol americano dos Estados Unidos, aconteceu no dia 4 de fevereiro deste ano no U.S Bank Stadium, em Minneapolis.

A ESPN fez a transmissão do grande evento e contou com uma equipe de profissionais que fizeram a cobertura diretamente dos EUA. Entre ela, Rafael Belattini, que já tinha tido essa experiência em 2004, no Super Bowl em Nova York.

Belattini relata que, apesar de ter sido uma experiência incrível, algumas dificuldades também estão presentes. O clima muito frio e a diferença de fuso horário com o Brasil são algumas delas. “É muito corrido, você praticamente não dorme, geralmente as coisas acabavam tarde porque tínhamos que finalizar os trabalhos e acordávamos antes das 6h, mas você fica tão na adrenalina de estar ali que nem se importa”, disse ele.

Uma das coisas mais legais da profissão, segundo o repórter, é o fato de ser muito dinâmico. Por mais que as coisas estavam planejadas, sempre aparecia algo fora da programação. Ele relatou um episódio em que no meio de um passeio, descobriu onde o jogador Rob Gronkowski (jogador do New England Patriots) ia estar. Ele entrou no shopping com o objetivo de passar o tempo e saiu com uma entrevista exclusiva.

Uma diferença notável entre o jornalismo esportivo dos EUA para o do Brasil é a facilidade com que você consegue abordar os jogadores. “Parece que o atleta sabe da importância do jornalismo para ele, que só vai estar na mídia se o jornalista fizer o seu trabalho, para assim, ele ganhar patrocínio e visibilidade”, relata Belattini.

Ao ser questionado sobre as dificuldades que a profissão encontra, ele ressalta que qualquer um sempre pôde e pode fazer jornalismo, é liberdade de expressão, mas o que diferencia é a qualidade, sempre priorizando o que o leitor tem que saber, não apenas o que quer saber.

Na visão dele, a imparcialidade é um mito, principalmente no jornalismo esportivo, onde a maioria das pessoas tem um time do coração. “Desde pequeno, você traz uma bagagem cultural e um jeito de ver o mundo, até o fato de você gostar ou não de tomate te influencia”, afirma o repórter.

Na sua ida para o Super Bowl, tinha a função de comentarista, então dar a opinião era inevitável, o que é importante saber priorizar, segundo ele, é de você sempre dar opiniões com base em algum fundamento, estudo ou pesquisa. “Na hora de dar sua opinião, se convença primeiro com fundamentos, pois se você for questionado terá argumentos para defender sua ideia”, comenta Belattini.

A dica que ele oferece aos focas é a de nunca desistir e sempre acreditar na profissão. “Fazer jornalismo é legal e diferente, porém são muito altos e baixos, é um mercado extremamente competitivo”, e ele ainda complementa. “O que você pensar em fazer, sempre tente dar o melhor de si, porque assim você terá a sensação de dever cumprido”.

 

 

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