Repórter esportivo fala sobre racismo no jornalismo e no futebol

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O repórter esportivo Luís André Rosa, do jornal Agora São Paulo, esteve na ESPM para uma conversa com os alunos do primeiro semestre de jornalismo sobre o preconceito presente na profissão. O profissional já teve passagens no Jornal da Tarde e na extinta Folha da Tarde. O DONC acompanhou a atividade e bateu um papo com o jornalista.

Rosa não teve dificuldades em entrar no mercado de trabalho por ser negro, assim como nunca sofreu preconceitos nas redações onde trabalhou. “Nunca tive dificuldades, embora na redação eu seja o único repórter negro. No Jornal da Tarde eu também era o único, mas nunca senti que estava lá por ser negro ou não. Eu acho que é questão de competência. Se eu me firmei ao longo de 20 anos, acho que sei fazer alguma coisa e sei fazer bem”, afirma.

Ao comentar sobre o preconceito racial no esporte, o jornalista diz acreditar que os casos referentes ao assunto têm cobertura semelhante na imprensa, tanto no Brasil como na Europa. Ele acha que o Brasil e a América do Sul estão atrasados em relação a punição. “Na Europa, eles fecham estádios, eliminam o clube, multam. No Brasil, isso é algo novo”, comenta. Rosa ainda falou sobre a nova punição para os times que tiverem o grito “bicha” entoado por seus torcedores. Apenas neste ano a Conmebol, entidade máxima do futebol sul-americano, começou a multar os clubes por esse motivo.

Com sua vivência em estádios, Rosa pensa que nem todos aqueles que soltam gritos com expressões preconceituosas são realmente racistas. Na opinião do jornalista, o estádio de futebol pode provocar uma catarse humana e, durante o jogo, o torcedor acaba liberando aspectos negativos de sua personalidade. “Eu acredito que existam os dois, aquele que sempre foi racista, mas em casa e no trabalho se segura, e aquele que tenha amigos negros e não tenha preconceito algum e no calor do jogo acaba falando alguma besteira” diz.

Rosa acha que o ambiente da internet é propício para ofensas raciais, mas que há mecanismos de controle.

Ouça a opinião do repórter sobre o racismo na internet:

Eduardo Moreira – 1º semestre de Jornalismo

Juliana Oliveira – 2º semestre de Jornalismo

 

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