Projetos inovadores de Economia Criativa fazem sucesso no mercado

Em todo lugar encontramos notícias, análises e livros sobre economia. Mas e Economia Criativa, você já ouviu falar?

O termo começou a ganhar força no começo do século XXI e seu conceito ainda está em evolução, uma vez que diferentes definições e formas de estudo aparecem ao redor do mundo. Entretanto, o “guru” da Economia Criativa, John Howkins, consultor britânico e autor do livro “The Creative Economy: How People Make Money from Ideas, Penguin Global (junho de 2002)”, defende a ideia de que a Economia Criativa se apoia na relação entre a criatividade, o simbólico e a economia.  Assim, a Economia Criativa é o conjunto de atividades econômicas desenvolvidas a partir do conhecimento, criatividade e capital intelectual.

Com a disseminação desse tema, no final de 2010 o Ministério da Cultura do Brasil resolveu criar a Secretaria da Economia Criativa, um departamento especializado para lidar com a indústria criativa. Dessa forma, o Ministério estabeleceu uma definição brasileira para Economia Criativa. “Os setores criativos são todos aqueles cujas atividades produtivas têm como processo principal um ato criativo gerador de valor simbólico, elemento central da formação do preço, e que resulta em produção de riqueza cultural e econômica”. Além disso, a Economia Criativa brasileira tem como princípios a diversidade cultural, a sustentabilidade, a inclusão social e a inovação.

Mas que tipos de indústrias se encaixam na Economia Criativa?

As chamadas indústrias criativas podem ser, por exemplo: expressões culturais (artesanato, festivais e celebrações); performance (música, teatro, dança, ópera e circo); audiovisuais (filmes, TV, rádio); novas mídias (conteúdo digital, software, jogos); serviços criativos (arquitetura, propaganda, serviços culturais); design (interior, gráfico, moda, jóias, brinquedos); edição e mídia impressa (livros, jornais); visuais (pinturas, esculturas, fotografias) e locais culturais (monumentos, museus, bibliotecas, exposições).

Iniciativas de Economia Criativa que deram certo no Brasil vão desde agências de marketing à empresas que produzem bicicletas. A VeryHype, por exemplo, é uma agência especializada em marketing digital e negócios na internet, focada em gerar resultados para novas empresas. Além disso, a empresa possui uma série de treinamentos para o cliente e sua equipe se tornarem mais eficientes. Já a Urbana fabrica bicicletas confortáveis e seguras com uma consciência social e ecológica. O design exclusivo é próprio para o ambiente das grandes cidades urbanas brasileiras.

No mercado artístico, a TodaBossa é uma empresa de crowdsourcing –colaboração coletiva que utiliza materiais sustentáveis e conta com a participação de profissionais de vários países para a criação de produtos de design como guarda-chuvas com ilustrações, pratos de porcelana e almofadas estampadas. Na indústria da moda, a GreenTee fabrica camisetas feitas de malha PET -plástico reciclado de garrafas PET- ou algodão orgânico. A cada camiseta comprada, uma é doada para pessoas carentes.

Para conectar esses novos empreendedores com os investidores certos, o ProjectHub idealiza e produz diversos projetos inovadores que aumentam a visibilidade da indústria criativa. A rede viabiliza as iniciativas dos empreendedores através da conexão com oportunidades, investidores, marcas, empresas e governos interessados nessas ideias.

Assim, através da Economia Criativa, é possível criar um negócio a partir da produção cultural, que pode gerar renda e emprego qualificado. Para ajudar quem quer ter novas ideias e transformá-las em negócio, John Hawkins destaca três princípios básicos em uma matéria da Revista Exame:

  1. Todo mundo nasce com imaginação e criatividade, elas não são características especiais; 
  2. Criatividade requer liberdade para pensar, se expressar, explorar, descobrir e questionar;
  3. Liberdade precisa ter acesso ao mercado.

Agenda:

O Seminário: Economia Criativa está sendo realizado gratuitamente pelo Senac até o dia 21 de junho de 2016, em unidades da Grande São Paulo e interior. A economista Lidia Goldenstein apresenta os conceitos de economia criativa, destacando a importância da educação e formação de profissionais para a produção cultural.

A Escola São Paulo de Economia Criativa realiza no dia 27 de junho de 2016, das 20 às 21 horas uma palestra sobre Empreendedorismo Consciente e Bem-Estar com a pesquisadora de conteúdos para inovação e fundadora da escola, Isabella Prata. Já dos dias 25 a 28 de julho de 2016, será oferecido um curso sobre Empreendedorismo Consciente. As aulas acontecem na Rua Augusta, 2239 das 19h30 às 22h30. A escola também oferece diversos cursos online sobre temas como jornalismo, fotografia, design e moda de um ponto de vista criativo.  

Para saber mais sobre o assunto:

Plano da Secretaria de Economia Criativa

Panorama da Economia Criativa no Brasil

A Economia Criativa: um guia introdutório

Rede de Economia Criativa – Brasil

Isabella Sarafyan (5º semestre de Jornalismo)

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