Alunos de Jornalismo e o Empreendedorismo

Jovens estudantes contam como o jornalismo influenciou a trajetória de seus empreendimentos

Caio Castilho (1° semestre de Jornalismo)
Júlia Ciriaco (3° semestre de Jornalismo)
Juliana Nóbrega (1° semestre de Jornalismo)

Os estudantes de Jornalismo e de Comunicação já não buscam apenas oportunidades profissionais em veículos tradicionais. Os jovens jornalistas da Geração Y representam um grupo que sofre forte influência da internet  e anseia protagonizar seu próprio negócio. Eles têm dificuldades em seguir regras e padrões estabelecidos por empresas já consolidadas no mercado. Normalmente querem desenvolver ideias inovadoras em busca de algo que preencha as lacunas do jornalismo atual.

Para isso precisam estar sempre atentos ao que acontece a sua volta. Saber identificar oportunidades, ler, se informar, fazer anotações, conversar com pessoas da área e ter a mente aberta é muito importante. Mas acima de tudo, devem saber conectar ideias, concretizá-las e criar soluções para empreender.

Para ilustrar a demanda atual por novas ideias, o De Olho na Carreira veio contar a história de quatro jovens estudantes de jornalismo que decidiram inovar e empreender.

Blue Concept

Logo BC (1)

Três amigos – Luis Gustavo Matias, Thiago Schlieper e Tais Haupt – alunos de Jornalismo, Relações Internacionais e Administração, pela ESPM-SP, fundaram a Blue Concept, uma empresa que presta consultorias e organiza simulações da ONU e de Congressos Nacionais em Colégios e Universidades.

Hoje cada um atua em uma área específica. Luis Matias é o responsável pelos eventos. Thiago Schlieper é responsável pela estrutura empresarial.  Tais Haupt, que cursa jornalismo, é a responsável pela comunicação da empresa.

“Simular ambientes políticos ajuda muito a entender a complexidade das negociações e os cenários reais que vivemos. Isso tem um impacto enorme entre os jovens e alunos – eles aprendem a gostar de política e reconhecer a importância dela nos mínimos detalhes do nosso cotidiano” explica Tais sobre a importância da empresa.

O público da Blue é bem especifico e segmentado. Vai desde os pais e professores, até as escolas e instituições que realizam os eventos.

Para elaborar o modelo de plano de negócios, o grupo usou o CANVAS, uma ferramenta bastante intuitiva e que dá a liberdade para o usuário montar a estrutura que preferir. “Uso para organizar toda a proposta de comunicação da empresa. Lá eu coloco todos os posts já definidos e as propostas de texto para as mídias, os compromissos da empresa que precisam de atenção da assessoria e as informações que preciso pesquisar para me manter atualizada com o mercado e sobre os assuntos de importância para o perfil da empresa” comenta Tais.

Maju Silva

maju

A estudante de jornalismo da ESPM-SP, Maria Julia – 18 anos, é uma youtuber cacheada de sucesso. As redes sociais, seu carisma e seu talento para falar de moda e beleza são seus instrumentos de trabalho. E hoje ela explica: meu empreendimento é ser digital influencer.

Tudo começou quando suas fotos no Instagram e Facebook começaram a receber curtidas de pessoas que ela nem conhecia. O público inundou sua página com perguntas sobre cabelo, roupas e maquiagem. “Para eu não ficar respondendo comentário por comentário resolvi fazer um vídeo esclarecendo todas as dúvidas e o pessoal gostou. Isso atingiu um público específico (negras e cacheadas) e virou trabalho”, conta Maju.

“Quero fazer coberturas, entrevistas e matérias diferenciadas mesmo que relacionadas ao ramo que eu já sigo”, termina prometendo usar as redes para exercer um pouco mais da sua futura profissão: o jornalismo.

LiquidificadorSP

liquidificador

Carolina Brandileone, Rafael Simões, Mariana Yole e Bianca Gomes criaram o LiquidificadorSP nas aulas de Cibercultura do curso de jornalismo da ESPM-SP. Os jovens empreendedores resolveram levar a ideia adiante. Hoje, ele é um site cultural sobre a cidade de São Paulo que visa desconstruir o olhar das pessoas de fora e dos paulistanos sobre si mesmos. Além disso, o site fala sobre as diversas tribos urbanas da cidade.

Os empreendedores  também utilizaram o modelo CANVAS de negócios. “É um ferramenta super simples visualmente, mas que te coloca para pensar e definir pontos fundamentais do empreendimento. Recomendo a quem pensa em empreender”, aconselha Carolina Brandileone.

Além da crise que geralmente impulsiona ideias empreendedoras, os alunos perceberam que não existia um portal que suprisse a demanda dos jovens por temas culturais tratados de maneira profunda e ao mesmo tempo moderna. Tudo isso convergiu para que o grupo tirasse o projeto do papel e fundasse o LiquidificadorSP.

TechLima

techlima

Mateus Repucci, aluno de jornalismo da ESPM-SP, notou que só existiam no Brasil conteúdos maçantes e complexos sobre tecnologia. Pensando em mudar isso, começou, em 2010, um blog onde transformava esse tema em algo que qualquer pessoa pudesse ler e compreender. Deu certo e hoje Mateus é dono do TechLima.

Paralelamente Mateus cuida da RPC.Press, uma agência de fotojornalismo que tem como principal foco a cobertura de eventos tecnológicos. “Ela foi a única agência de fotojornalismo brasileira a trazer a cobertura da CES em Las Vegas (maior convenção de tecnologia do mundo)”, conta. Hoje, as fotos da RPC.Press são disponibilizadas aos jornalistas por meio de agências de maior nome no Brasil como a FuturaPress, Agência Estadão e Folhapress.

“Não devemos desacreditar. Mesmo sendo pequeno nunca me pus para baixo, sempre liguei atrás de credenciais e convites para coletivas de produtos. Nunca deixe de ir atrás de algo que queria. E foi o que fiz”, incentiva Mateus.

Não são apenas essas quatro histórias de jovens jornalistas empreendedores que se destacam, existem várias, dos mais diversos tipos e gêneros. A geração Y vem ganhando espaço e destaque pela criatividade em passar informação para as pessoas, saindo do modo convencional e da zona de conforto, para reinventar o jornalismo.

Visando incentivar, ajudar, melhorar e influenciar foi criado o programa Incubadora de negócios ESPM,  que tem como objetivo apoiar alunos e ex-alunos que tenham interesse em desenvolver seu próprio negócio. As empresas que estiverem incubadas, poderão dispor do espaço físico e de serviços administrativos custeados pela Instituição de Ensino. Além de receberem monitoria, consultoria e captação de recursos.

Conheça mais sobre a Incubadora de Negócios da ESPM-SP clicando aqui.

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