Caco Barcellos concede entrevista a alunos de jornalismo da ESPM-SP

Caco Barcellos comanda o “Profissão Repórter” desde 2008. Foto: Memória Globo.
Caco Barcellos comanda o “Profissão Repórter” desde 2008. Foto: Memória Globo.

“Os bastidores das notícias, os desafios da reportagem. Hoje no Profissão Repórter”. Quem escuta esta frase logo lembra do jornalista Caco Barcellos. Ele comanda o programa e instrui os jovens jornalistas a buscarem as melhores e mais completas reportagens.

Para conversar com o jornalista, o De Olho na Carreira contou com a colaboração de sete alunos do primeiro semestre do curso. As tentativas de contato foram muitas. Só assim, o grupo conseguiu agendar uma entrevista na sede da Globo em São Paulo.

O papo durou mais de uma hora e, entre os assuntos discutidos, sua carreira e os desafios da apuração do livro Rota 66 foram os que tomaram mais tempo.

O jornalista no Cemitério de Perus em São Paulo, onde encontrou ossadas de desaparecidos políticos em 1995. Foto: Memória Globo.
O jornalista no Cemitério de Perus em São Paulo, onde encontrou ossadas de desaparecidos políticos em 1995. Foto: Memória Globo.

Carreira

Caco Barcellos é gaúcho e cursava matemática na faculdade quando teve a ideia de criar um jornal com alguns alunos hippies. Anos depois, com o  sucesso do seu veículo, um empresário chamou todos os membros para trabalhar em seu próprio jornal, o Folha da Manhã. Esse foi seu primeiro emprego formal no mundo da comunicação.

Ainda jovem, demonstrava paixão pelo jornalismo investigativo. Caco denunciou um esquema de policiais que matavam presos dentro das selas. Com isso, a direção do jornal recebeu um pedido para lhe demitir.

Depois deste ocorrido, o entrevistado viajou pelo mundo em buscas de histórias. Presenciou a guerra na Nicarágua, foi correspondente em Nova York, Paris e Londres.

Jornalista da Globo há mais de vinte anos, apresenta o programa Profissão Repórter todas as terças desde 2008.

Rota 66

A obra relata como o Batalhão Especial da Policia Militar do Estado de São Paulo agia cruelmente durante os anos 1970. Matando, sem chance de defesa, pessoas inocentes –apenas por serem consideradas suspeitas.

Por citar os nomes de todos os policiais autores dos crimes, o jornalista sofreu uma serie de represálias e foi ameaçado de morte.

Conselho aos jovens jornalistas

Para Caco, mais do que em qualquer época, o profissional da comunicação precisa empreender e se destacar.

Uma maneira de conseguir o sucesso é tentar ser o mais informado e ter uma visão futurística das coisas.  “Você precisa ser mais informado que seu chefe” completa.

Por questões jurídicas, o entrevistado não pôde autorizar a divulgação de imagens e o áudio do encontro.

Guilherme Miletta (1º semestre de Jornalismo)

Colaboração dos alunos do primeiro semestre do curso de jornalismo

Fernando Pacini

Gabriel Garcia

Luca Latore

Pedro Beltrão

Pedro Bueno

Pedro Martelli

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