A empreendedora Bel Pesce conta como a tecnologia pode ajudar na carreira

Bel Pesce na gravação do programa Man in the Arena  Foto: Marina Cassiolato
Bel Pesce na gravação do programa Man in the Arena Foto: Marina Cassiolato

A jovem empreendedora Bel Pesce, fundadora da escola de desenvolvimento de talentos FazINOVA , foi considerada uma das 100 pessoas mais influentes do Brasil pela revista Época. Formada no Massachusetts Institute of Technology (MIT), com passagem profissional em empresas como a Microsoft, o Google e o Deutsche Bank, hoje em dia vive entre o Vale do Silicio, na Califórnia, e o Brasil. Nos próximos meses estará em vários locais divulgando seu novo livro, Procuram-se Super HeróisO livro busca orientar as pessoas sobre como transformar suas vidas, trabalhos e relações. É sua terceira publicação após a A menina do vale e A menina do vale 2.

Durante a gravação do Man in the Arenavideocast sobre empreendedorismo e cultura digital, na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi de São Paulo, Bel Pesce foi entrevistada pelo De Olho na Carreira e falou, entre outras coisas, sobre como a tecnologia pode ajudar na carreira de estudantes de comunicação.

Bel Pesce durante a entrevista, na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi de São Paulo Foto: Henry Zatz
Bel Pesce durante a entrevista, na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi de São Paulo Foto: Henry Zatz

DONC– Como se sente em ser considerada uma das 100 pessoas mais influentes do país?

Pra mim na verdade tudo isso é muito maluco, eu faço de coração e tentando mostrar para as pessoas um mundo que é legal de se viver. A maneira legal de pensar sobre as coisas, uma maneira relevante para conseguir crescer sempre. O mais interessante é que eu sou uma pessoa comum, normal e fico feliz que os conteúdos que eu estou disponibilizando de certa maneira estão influenciando a vida das pessoas.

DONC– O que você acredita que foi fundamental para chegar onde chegou?

Eu acho que as pessoas percebem muito quando você faz as coisas de coração, quando você entrega algo de valor pra elas. As pessoas também gostam muito quando se identificam com você, então acho que ajuda me ajuda muito a ser totalmente normal. Apenas corri pra caramba, batalhei pra caramba, tomei na cara pra caramba como é a vida de muita gente. Eu tento dar o maior valor que eu tenho às pessoas, então acho que isso ajudou também.

DONC– Os jovens possuem mais acesso à tecnologia do que as gerações passadas. Você considera isso uma vantagem?

Eu gosto de pensar no meu bisavô, ele não tinha internet e nem rádio, hoje a gente reclama se o 3G não pega. As coisas estão mais fáceis pra gente em certo ponto, a conexão está mais fácil entre as pessoas, as ferramentas e o conhecimento estão mais disponíveis. Por outro lado a competição está completamente acirrada. Tem muita gente nesse mundo e com muitas ideias fluindo muito rapidamente. Só acho que a tecnologia é uma vantagem competitiva se você usá-la para agregar e compartilhar conhecimento. Toda vez que me dá preguiça de alguma coisa eu penso, como é que meu bisavô fazia? Então, quem sou eu pra ficar com preguiça se tem tanta tecnologia que faz com que meus passos sejam mais fáceis.

DONC– Você acha que usar a tecnologia foi um diferencial na sua carreira?

Um dos projetos que mais ajudaram a divulgar minhas ideias foi o livro A Menina Do Vale, a tecnologia ajudou muito. O case do livro não poderia ter sido feito 100 anos atrás, não tínhamos recursos para pegar e criar um conteúdo super rapidamente. Além disso, enquanto eu estava nos Estados Unidos mantinha contato com a galera aqui do Brasil por Skype – na época não tinha Whatsapp – o que fez com que o livro ficasse pronto em semanas, sem que eu precisasse estar aqui para resolver os problemas. Outra coisa que analiso foi o fato do primeiro livro chegar em 3 milhões de dowloads, isso só foi possível por conta da tecnologia, antes seria impossível chegar a esses números. Então, acho que sim, meu trabalho foi super beneficiado pela tecnologia.

DONC– Li que você escreveu seu livro pensando que poderia influenciar a vida das pessoas, mas quem são exatamente essas pessoas? E como você acha que elas podem ser influenciadas?

Eu primeiro pensei em mim mesma, se eu tivesse há alguns anos lido um livro que pudesse ter me influenciado. Depois eu pensei em pessoas que possuem mil ideias e querem tirar o projeto do papel, mas que não dão o primeiro passo porque elas travam ou por não saberem o caminho. Foi nesse público que eu pensei.

DONC– Que dica você daria para jovens que têm vontade de empreender?

Não se engane quando alguém te conta uma história de sucesso linda e linear da noite pro dia. Isso não existe. Então, se conforme com o fato de que ao empreender, você vai levar tombos e pancadas na cara, se isso acontecer está tudo bem, você estará no caminho certo. O que você tem que fazer é o seguinte, sonhar alto e executar cada passo, mas a cada passo você deve que olhar pra trás, o que deu certo e o que deu errado. O que deu certo você celebra, o que deu errado você larga pra trás e leva adiante, isso é o mais importante, toda jornada de empreendedor é ardura. No novo livro, Procuram-se Super Heróis, eu falo bastante disso, é difícil dirigir uma equipe e achar um produto que as pessoas tenham necessidade dele, mas se você souber que é difícil e for responsável para aprender com os erros e crescer com acertos, com certeza dará certo.

Marina Cassiolato (2º semestre de Jornalismo)

Colaboração: Renata Mendes (2º semestre de Jornalismo)

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