Profissionais do programa Profissão Repórter falam sobre a expectativa do primeiro emprego

A expectativa do primeiro emprego, em qualquer profissão, é uma das principais características presentes em estudantes universitários que buscam se destacar.  Para os alunos de jornalismo, a situação não é diferente.

Mônica Pinheiro, chefe de reportagem do programa Profissão Repórter, da Rede Globo, na maioria das vezes trabalha com jornalistas recém-formados e conta o que ela considera importante para o primeiro emprego. Além disso, também dá dicas para um jovem crescer como jornalista.

O programa, exibido há quase seis anos, é formado por Caco Barcellos e uma equipe de jovens jornalistas, que produzem reportagens que revelam diferentes ângulos de uma mesma notícia.

Mônica e dois repórteres do programa comandaram uma palestra sobre os desafios e os bastidores da reportagem, para os alunos do terceiro semestre do curso de Jornalismo da ESPM-SP, em aula especial do professor Renato Essenfelder.

Os repórteres, Valéria Almeida e Felipe Bentivengna do Profissão Repórter, explicam quais expectativas sentiram quando iniciaram a carreira no programa e quais as dicas que um jovem jornalista deve seguir para ser visto e reconhecido.

Valéria acredita que a expectativa do primeiro emprego, ou do primeiro dia, é igual para qualquer área de atuação. “É uma nova oportunidade para mostrar o melhor”. Para ela, a cada reportagem, do Profissão Repórter, os jornalistas ficam mais envolvidos com o trabalho. “Vivenciamos as histórias de outras pessoas”, diz.

Para Felipe, que começou como cinegrafista, a expectativa era fazer a coisa certa, principalmente, de gravar a reportagem. “Eu me perguntava o tempo todo: Eu estou gravando? Será que está certo? ”, comenta.

A dica do repórter é ser proativo e zeloso no trabalho que faz. “Chefe não quer problema, então se você chega com o problema e com a solução, é o melhor que você faz”, sugere Felipe. Valéria diz que seguir apenas um caminho é um erro para quem quer se destacar. “As portas se abrem e você tem que estar atento, porque tudo se soma”, aconselha.

Os repórteres Felipe Bentivengna e Valéria Almeida do Profissão Repórter, da Rede Globo Foto: Cacá Junqueira
Os repórteres Felipe Bentivengna e Valéria Almeida           Foto: Cacá Junqueira

“Somos curiosos por essência”, diz Valéria. Para ambos, tudo pode ser pauta, por isso, a questão da curiosidade é importante para uma matéria. No Profissão Repórter a experiência em campo aumenta ainda mais a curiosidade dos jornalistas – os repórteres se ajudam para aprimorar uns os trabalhos dos outros. “Quando um repórter é curioso, o outro tem vontade de experimentar essa curiosidade, assim, fazemos tudo em conjunto”, explica Valéria.

Felipe cita a observação como principal auxiliar para a curiosidade. “Às vezes passamos pelo mesmo lugar e só depois de algum tempo percebemos que, naquele lugar, há sempre uma senhora varrendo a rua”, conta a observação e questiona a curiosidade: “Qual a história dessa senhora?”.

Valéria concorda com Felipe, e diz que a sensibilidade da observação é algo comum do ser humano. Acrescenta que o olhar acostuma com o ambiente e as pessoas param de se incomodar com determinadas situações. “O olhar para os mínimos detalhes do dia a dia, faz a diferença”, diz.

Cacá Junqueira (5° semestre de Jornalismo)

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