Com 45 anos de carreira, jornalista fala sobre mudanças na profissão

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A equipe do DONC conversou com o jornalista Rivaldo Chinem a respeito dos desafios e das transformações por que o jornalismo passa nos dias de hoje. Formado pela Faculdade de Comunicação de Santos, Chinem tem uma experiência de 45 anos no jornalismo, atuando como repórter e assessor de imprensa.

Chinem das antigas

Foto Reprodução

Rivaldo Chinem na inauguração da Frente Nacional de Trabalho nos anos 1990

 

Sua carreira começou em 1972, durante a faculdade, no jornal Cidade de Santos como repórter. Após seu primeiro emprego trabalhou nas redações da Folha de S.Paulo, Veja e Estadão. Depois de ter adquirido grande experiência migrou para a assessoria de imprensa. Ele conta que não passou por mudanças significativas durante o processo de transição. “Não lembro de ter tido muitas dificuldades. Eu fui para assessoria bem mais tarde, mas comecei em jornal. A gente vai se virando. É um desafio novo a cada dia”, diz.

Como assessor, trabalhou boa parte com políticos, com pessoas como a deputada Dirce Quadros, filha do ex-presidente Jânio Quadros. Ele destaca a importância de distinguir a vida privada da pública.

Chinem também trabalhou na Secretaria de Administração das Penitenciárias, no início dos anos 2000, época em que o PCC fez seguidas rebeliões em presídios. Porém, ele aponta outro momento de sua carreira em que sofreu maior pressão, em 1989. “O momento mais difícil foi quando trabalhava no Pão de Açúcar e o Abílio Diniz foi sequestrado”, conta.

O jornalista também comenta sobre o que um profissional da área de comunicação precisa ter hoje para se destacar no mercado de trabalho. Segundo ele, é preciso estar preparado e estudar sempre. Algumas alternativas são fazer complementação, cursos de extensão ou ir atrás de entidades como a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

“O bom profissional também deve saber controlar as novas tecnologias. Enfim, ele tem que estar por dentro de tudo o que está acontecendo”, resume. Outra característica destacada é que jornalista precisa ir atrás dos dois lados da história.

Atualmente, Rivaldo Chinem possui um blog chamado Memórias de um Tempo Vivido e escreve artigos para o portal Mega Brasil todas as quintas. Além disso, ele possui mais de 20 livros, a maioria deles na área de comunicação.

Kaique Vieira e Lucas de Abreu –  2º semestre de Jornalismo

 

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