Para editora do Estadão, faculdade de Jornalismo desenvolve visão crítica

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Num contexto em que milhares de informações estão expostas na internet e em que as chamadas fake news ganham espaço nas redes sociais, o DONC conversou com a jornalista Bia Reis, editora do caderno Metrópole do Estadão, para entender a importância da formação em jornalismo.

Bia afirmou que o curso oferece uma série de ensinamentos para que o aluno consiga pensar o mundo. Disciplinas como História, Sociologia e Filosofia ajudam o estudante a desenvolver uma visão crítica dos fatos. “É importante que o aluno tenha passado por determinadas discussões e tenha tido tempo para amadurecer e entender o que realmente é a profissão de um jornalista para tentar ser o melhor profissional possível”, disse.

Ela ainda lembrou da vivência de um estudante universitário. “Não se pode esquecer que o curso não é só disciplinas que o aluno tem. O aluno cria uma network com os colegas, com os professores e com o mercado. E esse contato também é importante, não é só o conteúdo mais formal que você aprende, mas toda essas experiências que você vivencia na faculdade”, afirmou.

A editora também comentou sobre as habilidades que um jornalista deve ter para atuar dentro das redações atualmente. “Há uns 15 anos, as funções eram muito mais separadas. Um bom repórter precisava saber apurar, mas existia um redator que mexia no texto. As funções eram mais fragmentadas. Hoje, as pessoas precisam ser mais completas do que elas eram antes”, afirmou.

Ela conta que no Estadão as equipes de portal e impresso são únicas. Então o jornalista precisa saber apurar e ter um texto quase final, até porque a comunicação está cada vez mais enxuta. Além disso, o profissional precisa aprender a mexer nos publicadores tanto do sistema do jornal impresso quanto o do jornal online. E, hoje, tem a pressão para que se façam lives no Facebook e vídeos no YouTube.

Bia opinou sobre o diploma de jornalismo não ser mais obrigatório para exercer a profissão. Para ela, de um lado, é ruim proibir pessoas que fizeram outras faculdades de se tornarem jornalistas. Mas, por outro lado, no momento em que se diz que não é necessário o diploma, a profissão é desvalorizada. “Parece que qualquer um pode fazer isso e não é verdadeiramente qualquer um que está habilitado a fazer isso”, disse.

Para ela, toda profissão precisa ter um tipo de formação e desenvolver certas habilidades. A jornalista acredita que uma pessoa pode estudar todo o currículo e toda leitura obrigatória sem cursar a faculdade, mas que o resultado não será o mesmo. “Você perde muita coisa de uma convivência e de um aprendizado paralelo que não está nas aulas e que é importante na universidade.”

Lucas de Abreu – 2º semestre de Jornalismo

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