DONC entrevista Zuenir Ventura

O  jornalista e escritor Zuenir Ventura, de 85 anos, conversou com o DONC a respeito de sua carreira, da censura na época da Ditadura Militar e sobre a Imprensa Alternativa. O jornalista, que atualmente mora no Rio de Janeiro, conta em detalhes momentos e experiências que só quem viveu naquela época sabe.

O escritor conta que trabalhou em veículos alternativos como O Pasquim e Opinião. Além disso relata como foi quando soube da morte do então colega, Vladimir Herzog. Essas e outras experiências você confere na entrevista exclusiva abaixo:

DONC- Durante o regime militar, várias mídias alternativas surgiram nesse período. Qual sua experiência sobre esse assunto?

“Trabalhei em muitas revistas. Eu era mais próximo do ‘’Pasquim’’ em um momento muito difícil de censura rigorosa para todos. Os censores eram ignorantes no início, mas depois a situação foi se agravando e levou ao que todos conhecem. É difícil e não desejo isso nem para o meu inimigo”

Confira o áudio na íntegra:

DONC- E nos veículos alternativos que você trabalhou, como era a censura?

“A lógica da censura, era de censurar os veículos de maior circulação. O Pasquim foi pego desprevenido, porque era jornal de humor e político. Quando vendemos 200 mil exemplares a censura pegou. O Opinião sofreu muito e o Pasquim também. Tiveram muita importância política para o jornalismo pelas denúncias”

Confira o áudio na íntegra:

DONC- Você esteve presente em diversos momentos importantes para o jornalismo. De todos eles, qual foi o mais importante?

“Foi o movimento das Diretas Já! Quem não era do poder militar era contra a tortura. O movimento juntou artistas, cantores e políticos. Enquanto que o momento mais triste foi a morte do meu querido amigo e colega de trabalho Vladimir Herzog, no qual a ditadura atribuía a morte dele como suicídio. Naquele momento o jornalismo conseguiu, pela dor e impacto, avançar no horizonte. Foi um momento de resistência ao governo. O Vlado foi um mártir da abertura”

Confira o áudio na íntegra:

DONC-  Com toda sua trajetória e experiênca, o que acha a respeito das novas mídias e meios de fazer jornalismo hoje?

“Acho que Internet foi um acontecimento muito importante para a comunicação de maneira geral, mas é preciso certo cuidado. Há perdas e ganhos, seus ganhos são visíveis: jornalismo em tempo real. Mas é preciso cuidado ao achar que a internet, blog ou facebook, são jornalismo, nem sempre isso é jornalismo, o jornalismo exige apuração e checagem”

Confira o áudio na íntegra:

Beatriz Francischinelli (1º semestre de Jornalismo)

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