Relação entre marketing e jornalismo pode ser diferente em cada tipo de mídia

“Atualmente, com as novas mídias, não existe modelo de negócio sustentável se não alinhar o jornalismo ao marketing”, defende Diego Dias, jornalista e publicitário que atua na área de marketing do site Catraca Livre. Esse é um assunto muito debatido no mundo da comunicação. A principal questão que esses profissionais procuram responder é até que ponto o marketing pode influenciar o jornalismo.

“Em uma hierarquia, quem decide o que vai editorialmente ao ar tem supremacia sobre a área de vendas”, reforça Roberto Schmidt, diretor de marketing da TV Globo Foto: Giovanna Vieira
“Em uma hierarquia, quem decide o que vai editorialmente ao ar tem supremacia sobre a área de vendas”, reforça Roberto Schmidt, diretor de marketing da TV Globo Foto: Giovanna Vieira

A internet revolucionou o mundo do jornalismo e, consequentemente, mudou a maneira de se pensar nas estratégias e negócios das empresas de comunicação. Entretanto, a relação com o marketing varia para cada tipo de mídia, empresa e até mesmo, linha editorial.

É clara a separação da parte editorial e comercial em uma empresa maior, como as de televisão, por exemplo. Isso acontece porque a estrutura do negócio já está consolidada. “A Globo separa muito bem as duas áreas, imaginando total isenção do jornalismo. O marketing tem que entender a linha editorial da emissora e, a partir dela, formatar ações mercadológicas que façam sentido nesse meio”, reforça Roberto Schimdt, diretor de Marketing da TV Globo.

Segundo Diego Dias, do Catraca Livre, é a falta de um olhar de marketing que faz com que muitos blogs e sites acabem, uma vez que não conseguem capitalizá-los Foto: Giovanna Vieira
Segundo Diego Dias, do Catraca Livre, é a falta de um olhar de marketing que faz com que muitos blogs e sites acabem Foto: Giovanna Vieira

Em contrapartida, essa relação é diferente com empresas novas, principalmente as ligadas às mídias digitais. Dias ressalta que nesses casos, toda a equipe editorial se preocupa em como a parte comercial consegue viabilizar o projeto. “Já que temos que vender, vendemos conteúdos de qualidade.  A publicidade no Catraca Livre é  sempre alinhada à filosofia editorial e procuramos sempre agregar algo ao leitor”, completa.

Luciano Terra, coordenador de produto do jornal O Globo, embora afirme que o marketing não deve, de maneira alguma, influenciar o conteúdo dos veículos de comunicação, acredita que seja uma ferramenta importante para os jornais impressos se manterem no mercado em tempos multimídias. “São estratégias que permitem transportar o material impresso para as mídias digitais, desde computadores, até celulares e tablets. O marketing ajuda o jornal a ficar transmídia e, assim, continuar sendo uma das plataformas mais lidas”, diz.

Por mais que a relação entre o marketing e o jornalismo ainda seja analisada de diferentes maneiras, Dias acredita que a tendência é que cada vez mais ambos caminhem juntos. “Não adianta continuarmos criando projetos maravilhosos, de caráter social, se não der para serem viabilizados. O ideal do negócio sustentável é vender algo que tenha valor para o consumidor. Por isso, é importante que olhemos para essas duas áreas como complementares, mesmo que sejam essencialmente diferentes”, finaliza.

Confira um trecho da entrevista com o diretor de marketing da TV Globo Roberto Schmidt:

 Giovanna Vieira(2º semestre de Jornalismo)

 

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